
O Governo de Kinshasa, na República Democrática do Congo (RDC), anunciou que concorda com a proposta de cessar-fogo baseada no princípio de congelamento estrito e imediato das posições no conflito que decorre no leste do país. A informação foi divulgada esta sexta-feira pelas autoridades congolesas, na sequência da mediação angolana que propõe o fim das hostilidades a partir de 18 de fevereiro.
A posição da RDC surge após a proposta apresentada por Angola tanto ao governo congolês como ao grupo armado M23, apelando ao respeito por um cessar-fogo com início previsto para 18 de fevereiro.
A iniciativa angolana acontece também depois do anúncio das Nações Unidas sobre o envio de forças de manutenção da paz para o leste da RDC, com o objetivo de garantir o cumprimento de qualquer acordo de cessar-fogo.
Apesar de Kinshasa ter manifestado aceitação da proposta, sem avançar detalhes adicionais, o grupo armado M23 ainda não respondeu oficialmente à iniciativa.
A República Democrática do Congo tem enfrentado confrontos com o M23 desde o ressurgimento do grupo anti-governamental em 2021. Desde então, os ataques intensificaram-se, culminando com a tomada da capital provincial de Kivu Norte, Goma, em janeiro de 2025, no âmbito de uma ofensiva no leste do país que resultou em milhares de mortos.
Recorde-se que os esforços diplomáticos liderados pelo Qatar e pelos Estados Unidos já conduziram à assinatura de dois acordos de paz, numa tentativa de estabilizar a região.



